Corno que ganhou um belo presente

Essa história aconteceu entre 1993 e 2000 e o final dela é surpreendente. Trabalhava em outro estado e apenas uma vez por ano vinha pra minha cidade. Em uma de minhas andanças pelo centro, cruzei com uma afro muito linda, toda roliça, fazendo lembrar a Elza Soares. Deu logo pra eu perceber que a diferença de idade era grande, mas arriquei um golpe que sempre utilizei com muita sorte: voltei, e soprei no ouvido dela que tinha voltado somente para conhecê-la. Deu certo, até porque em 2000 não se falava de assédio como se fala hoje.Eu só mais uns poucos dias de férias e teria logo que retornar à minha base, para voltar só um ano depois. Nos dias seguintes continuamos a nos encontrar e rolaram alguns amassos dentro de um carro que aluguei só pra esse fim. Descobri que ela tinha 18 anos e eu já estava além dos 50. Em todas as

minhas férias seguintes voltamos a nos encontrar e aí rolou sexo, muito bom por sinal. É claro que ela começou a me pedir depósitos bancários e eu não me recusei a lhe dar dinheiro. Nas férias de 1999, resolvi fazer uma surpresa, indo esperá-la na saída de um cursinho que ela fazia aos sábados (e que eu pagava, obviamente). Fiquei dentro do carro, esperando ela sair, quando descobri que eu era um corno. O Ricardão chegou, também de carro, e levou a neguinha, ambos cheios de amor. Tentei persegui-los, mas os perdi de vista. Liguei para ela na segunda, convidando para almoçar e ela aceitou.

Durante o almoço, expliquei o que tinha visto e disse que ela estava me fazendo de corno, já que, mesmo distante, estava bancando as despesas dela. Ela não tinha onde enfiar a cara, mas, na saída, disse que gostaria de almoçar novamente no dia seguinte. Aí vem a surpresa: terminado o almoço, disse que queria ir para um motel ali perto – embora só tivesse meia hora do tempo de almoço. Assim foi feito. Lá chegando, ela caiu de boca no meu cacete e engoliu tudo o meu leitinho, sem perder uma gota. Ao final, me entregou um bilhete, pedindo para eu ler depois que ela voltasse para seu trabalho. Lá dizia: “O encanto acabou”. Isso bateu em mim como uma bomba. Tive uma crise de depressão, fui parar no hospital por quase um mês com duas embolias pulmonares decorrentes de trombose. Mas acho que ela conseguiu o que queria: me fez de corno, mas deixou a marca da melhor chupada que levei até hoje.

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